Comitê de Segurança debate aerodispersóides na construção civil

O Comitê Permanente Regional sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção de Piracicaba (CPR) recebe nesta manhã de sexta-feira, 20 de setembro, o higienista Marcelo Góes, e o médico do Trabalho José Durval Moreira, ambos do Centro de Referência e Saúde do Trabalhador (Cerest), para debater “aerodispersóides” na construção civil. O evento acontece a partir das 9 horas, na sala 4 da Pós Graduação da Fundação Municipal de Ensino de Piracicaba (Fumep).  

O aerodispersóides é uma dispersão de partículas sólidas ou líquidas no ar, uma espécie de mistura de substâncias sólidas ou líquidas com o ar que se é respirado. De acordo com Milton Costa, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Piracicaba, o objetivo de colocar este tema em debate é justamente para expor a atual situação e os riscos à saúde do trabalhador.

Um exemplo de aerodispersóide é a poeira, que nada mais é que grãos de areias espalhados, misturados com o ar que respiramos, considerado o tipo mais comum. “É reconhecidamente perigoso, em todo e qualquer ambiente de trabalho, e fora dele. Muitas vezes o trabalhador não se dá conta destes riscos e acaba por não se proteger, e acaba desenvolvendo doenças de cunho respiratório”, ressalta.

De acordo com Milton Costa, um exemplo de poeira em uma construção civil é o provocado pela remoção de areia. Outros exemplos ocorrem no processo de britagem, terraplanagem, detonação de rochas, destruição de paredes e outros tipos de obras, trabalhos com cimento, lixamento de materiais, peneiramento de minérios, corte de granito com máquinas como a maquita….”, conta.

Em Piracicaba, o CPR foi criado em agosto de 2003, e as reuniões e palestras são voltadas a discutir medidas e normas visando a ampliar a segurança no setor da construção civil. “A partir das discussões que acontecem nestes encontros, como a que irá debater a questão do aerodispersóides, buscamos tirar proposta para ajudar a definir ações para combater ações que ferem a legislação estabelecidas em normas de segurança e garantir que o trabalhador da construção civil atue de forma segurança, sem colocar sua saúde e segurança em risco”, destaca o presidente do Sinticompi.

Atualmente, o CPR é coordenado pelo engenheiro Eduardo Buoso, do Cerest, e ele conta que a palestra tem a finalidade de ampliar a segurança no trabalho em altura. O CPR tem reuniões mensais, além de discussões permanentes, visando ampliar a segurança do trabalhador que atua no setor da construção civil. Em Piracicaba, o CPR atua de forma tripartite, com a participação de representantes dos trabalhadores, empresários, poder público, como o Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) e Ministério do Trabalho, e também das escolas técnicas.

Vanderlei Zampaulo – MTb-20.124