Conespi fará campanha pela correção da tabela do Imposto de Renda

Dirigentes do Conespi aprovam por unanimidade o desenvolvimento da campanha em defesa da correção da tabela do IRO Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba (Conespi) desenvolverá uma campanha voltada a pressionar o governo federal a corrigir a tabela do Imposto de Renda, que está defasada em mais de 84%, prejudicando diretamente os trabalhadores assalariados. A decisão foi aprovada nesta manhã de terça-feira, 15 de maio, durante reunião ordinária do Conespi, realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba.

De acordo com o presidente do Conespi, Wagner da Silveira, o Juca dos Metalúrgicos, a correção da tabela do imposto de renda contribuiria tanto para elevar a taxa de crescimento do país, o que garantirá a geração de novos empregos, beneficiando a todos, principalmente os 13 milhões de trabalhadores que estão desempregados. “É uma ação local que pretendemos levar para nível estadual e nacional, envolvendo diversos segmentos da sociedade, como as nossas federações de trabalhadores, o que vamos definir nos próximos dias, em novo encontro que vamos fazer”, diz.

O vice-presidente do Conespi, José Antonio Fernandes Paiva, destaca que a tabela foi corrigida pela última vez em 2015. Ele conta que o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) argumenta que nos últimos 20 anos não houve correção da tabela do IR em quatro governo diferentes. “Com isso, no acumulado entre 1996 a 2017, a defasagem é de 88,40%”, diz.

Estudos indicam que se a defasagem fosse corrigida, a faixa de isenção de pagamento do Imposto de Renda, que hoje é para quem ganha até R$ 1.903,98, subiria para aqueles que recebem até R$ 3.556,56, assim como aumentaria o valor permitidos para as deduções. Por exemplo, por dependente passaria de R$ 2.275,08 ao ano para R$ 4.286,28 ao ano.

Paiva também conta que a ausência de correção ocorre em um cenário de crise econômica, que vêm se refletindo em déficits primários bilionários sucessivos nas contas públicas. Em função disso, o governo não tem tido desejo de fazer o reajuste da tabela do IR, já que isso diminui a mordida do leão no salário do trabalhador e, por consequência, faz com que a arrecadação do governo seja menor. “Ao não fazer a correção da tabela do IR, o governo toma posse do que não tem direito e reduz a renda do trabalhador, o que os sindicatos filiados ao Conespi não aceitam. Vamos levar esta nossa proposta para ser apresentada, inclusive, na Conferência Nacional dos Bancários”, completa.

Conforme o presidente do Conespi, o dinheiro que o trabalhador paga mais de Imposto de Renda, de forma obrigada, poderia ser mais bem investido no consumo, para melhorar a sua qualidade de vida, assim como no seu próprio aprimoramento educacional e ou colocado na Caderneta de Poupança. Não podemos ficar calados diante de toda esta situação”, completa.

Vanderlei Zampaulo – MTb-20.124