Conespi repudia agressão a dirigente sindical por extremista que defende a reforma da Previdência

O Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba (Conespi) repudia a agressão contra o diretor do Sindicato dos Municipais e da entidade, José Osmir Bertazzoni, praticada na última quinta-feira, 27 de junho, durante o pequeno expediente da Câmara de Vereadores, por um dos militantes de grupos extremistas que defendem a reforma da Previdência Social. A nota de repúdio à agressão foi tirada nesta manhã de terça-feira, 02 de julho, durante reunião do Conespi, entidade que congrega cerca de 30 sindicatos de trabalhadores, que juntos representam mais de 200 mil trabalhadores da ativa e aposentados de Piracicaba e região, realizada no Sindicato dos Municipais de Piracicaba, após diversos dirigentes se solidarizarem com Bertazzoni e repudiarem a agressão praticada.

Para o presidente do Conespi, Wager da Silveira, o Juca dos Metalúrgicos, em uma democracia, onde as pessoas têm direito à manifestação, “é inadmissível a agressão simplesmente por não concordar com uma determinada posição”. Bertazzoni, que é servidor municipal há mais de 40 anos, advogado, e diretor do Sindicato dos Municipais, sendo o idealizador da criação da entidade, foi praticada quando ele simplesmente ergueu as mãos para cima ao se colocar contrário ao discurso feito na tribuna popular da Câmara, por um dos organizadores do ato em defesa do presidente da República, realizado no último domingo, que declarava que “o povo brasileiro defende a reforma da Previdência Social”. Neste momento, Osmir Bertazzoni foi agredido covardemente pelas costas, por um dos apoiadores do movimento, causando tumulto na galeria da Câmara, que foi reprendida pelo presidente da Casa, Gilmar Rotta, após dizer que os trabalhadores não aprovam a reforma da Previdência, que, como diz, transformará o Brasil e um “país de miseráveis”.

A nota diz o seguinte: “O Conespi ratifica a sua luta em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores e dos direitos sociais. É totalmente contrário à intolerância, o fascismo, o ataque aos direitos dos trabalhadores e mantém o seu compromisso de atuação firme e responsável em todos os fóruns que participa, com atividades diárias, na melhoria da vida de cada brasileiro, independente de raça, credo religioso e posição social. A agressão praticada de forma covarde contra o companheiro José Osmir Bertazzoni, pai de família, trabalhador, dirigente sindical, que tem um trabalho reconhecido mundialmente, inclusive com participações na OIT (Organização Internacional do Trabalho), em defesa dos trabalhadores, é uma agressão a todos os brasileiros de bem que respeitam as mais variadas posições e que querem e trabalham por uma sociedade justa e igualitária”.

Para o presidente do Conespi, “como é que este grupo extremista fala em democracia, em defesa do povo, e acaba agredindo quem representa de fato o povo, que é o trabalhador brasileiro? Tenho absoluta convicção de que os interesses deles são outros, exclusivamente financeiro. É descabido alguém utilizar a tribuna popular da Câmara para dizer que quer a reforma da Previdência Social e está do lado do povo. Quem está do lado da população brasileira somos nós, que não queremos e não aceitamos uma reforma que irá empobrecer ainda mais o nosso país”, ressaltou.

O vice-presidente do Conespi, José Antonio Fernandes Paiva, também repudiou a agressão e disse que “estamos vivendo um momento gravíssimo, com a extrema direita indo às ruas para pedir o fechamento do Congresso Nacional e do STF”, instituições que são a base da democracia. “Eles querem a instalação do fascismo no Brasil, com o pensamento único, e querem fechar o STF para evitar que a suprema corte possa reverter este golpe fascista”, ressaltou, defendendo que os sindicatos de trabalhadores devem continuar nas ruas dialogando com a sociedade e mostrando que o projeto de reforma da Previdência Social é mais um ataque aos trabalhadores, que são a força motora do desta cidade, do Estado e do Brasil.

Vanderlei Zampaulo – MTb-20.124