Em defesa de emprego e de novas casas, Conespi declara apoio à criação da Operação Urbana Consorciada Corumbataí

Os dirigentes do Conespi defendem a geração de empregos e a construção de casas populares, com respeito ao meio ambienteO Conselho das Entidades Sindicais de Piracicaba (Conespi) decidiu nesta manhã de sexta-feira, 09 de março, tirar moção de apoio ao projeto de criação da Operação Urbana Consorciada Corumbataí, em função da expectativa de geração de 600 novos empregos diretos e 1200 indiretos, além da construção de quase 3.500 casas destinada à população de baixa rendam através do programa Minha Casa Minha Vida. A decisão foi tomada após encontro com o prefeito Barjas Negri e o presidente do Ipplap, Arthur Ribeiro, que expuseram o projeto, que transforma uma área de 2.773.407 metros, ou seja, mais de 27 hectares, localizada na região norte da cidade, ao lado do Rio Corumbataí, após os bairros Mário Dedini e Gilda , em uma nova região com capacidade de abrigar cerca de 14 mil habitantes, e garantiram que esta expansão urbana respeitará à legislação ambiental, como ocorre com qualquer novo loteamento aprovado pelo município.

O encontro aconteceu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba e foi coordenada pelo presidente do Conespi, Wagner da Silveira, o Juca dos Metalúrgicos, e também contou a participação do secretário estadual do Trabalho e Emprego, José Luiz Ribeiro, além do presidente da Emdhap, João Manoel dos Santos, e do secretário municipal do Trabalho e Renda, Evandro Evangelista. A partir das explicações dadas, por cerca de duas horas, o Conespi decidiu que fará moção de apoio à Operação Consorciada do Corumbataí, defendendo a aprovação do projeto que tramita na Câmara de Vereadores de Piracicaba, desde meados do ano passado.

Dirigentes do Conespi reunidos com o prefeito Barjas Negri e o presidente do Ipplap, Artur Ribeiro, discutindo o projeto de construção de 3.500 casas no municípioO prefeito explicou que Piracicaba sofre com o impacto da crise e que a construção destas casas contribuirá para a geração de novos empregos e que mesmo com a economia dando sinais de que está reagindo, a cidade só retomará o nível de emprego de 2013, quando atingiu o seu ápice, dentro de quatro anos. A construção destas quase 3.500 casas, conforme ele, também contribuirá para reduzir o déficit habitacional na cidade, que, segundo a Emdhap, é de pouco mais de 19 mil unidades.

De acordo com Arthur Ribeiro, a Operação Consorciada do Corumbataí estabelece uma série de exigências para que o empreendedor possa ter, futuramente, a aprovação de loteamento na área, desde a construção de creches, escolas até a unidade de saúde, inclusive uma ponte interligando as duas margens do Rio Corumbataí, além de determinar um percentual de lotes comerciais e áreas para praças, ciclovias e até construção de terminal urbano, entre outras necessidades dos futuros moradores, tudo alocado na primeira etapa do novo bairro. Segundo o secretário, o governo anterior, inclusive, chegou a constituir uma comissão, integrada por diversas secretarias, apontando qual será a demanda da região a ser criada, trabalho que já foi concluído.

A Operação Urbana Consorciada Corumbataí estabelece que as casas serão construídas em quatro etapas, sendo que uma quinta, inclusive já prevê espaço para a passagem de um futuro anel viário, num prazo de até dez anos. Das quatro áreas, apenas a dois estabelece 3% de verticalização e a três 2,5%, enquanto que as demais residências horizontais, em terrenos de 175 metros quadrados, o que já foi permitido com a aprovação pela Câmara de Vereadores de projeto de lei de alterando o zoneamento daquela região, que até então estabelecia o mínimo 250 metros quadrados por lote.

O que está para ser aprovado pela Câmara de Vereadores, conforme o presidente do Ipplap é a criação da Operação Urbana Consorciada Corumbataí, sendo que os loteamentos terão quer ser aprovados em uma nova etapa, respeitando toda legislação em vigor, como a ambiental. “A aprovação da Operação Consorciada é apenas para garantir que o empreendedor dê contrapartida para que o município, posteriormente, possa aprovar a construção de casas, uma vez que atualmente não há recursos para que a Prefeitura faça os empreendimentos necessários para uma demanda com este número de habitações. Toda legislação ambiental terá que ser respeitada, como ocorre em qualquer loteamento, inclusive com aprovação pelos órgãos competentes”, garantiu Arthur Ribeiro.

Vanderlei Zampaulo – MTb-20.124