Ministério Público dá prazo de 60 dias para construtoras se adequarem no trabalho em altura

As construtoras que atuam em Piracicaba e São João da Boa Vista e região têm prazo de 60 dias para se adequarem e passarem a cumprir todas as normas de segurança para o trabalho em altura, deixando de colocar em risco a vida dos seus funcionários. Este foi o desfecho do seminário que aconteceu em Piracicaba, no anfiteatro da Fundação Municipal de Ensino de Piracicaba, na última sexta-feira, quatro de maio, reunindo representantes do Ministério Público do Trabalho e Emprego, do Ministério Público do Trabalho, do Centro de Referência em Saúde e Segurança do Trabalho (Cerest) de Piracicaba e São João da Boa Vista, representantes de construtoras e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Piracicaba (Sinticompi).

A partir deste prazo de 60 dias será iniciada a fiscalização, com a aplicação de multas a quem estiver descumprindo as normas que garantem trabalho com segurança em altura. É o que informa o engenheiro de segurança do Cerest Piracicaba, Eduardo Buoso, que também é o coordenador do Comitê Permanente Regional sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção de Piracicaba (CPR).

O seminário faz parte das atividades do Promo (Procedimento Promocional do Ministério Público do Trabalho) que está atuando nesta frente preocupado com o trabalho em altura sem que se cumpram as normas de segurança. A ideia, de acordo com Buoso, é a capacitação das empresas e das assessorias de segurança, que, a partir deste seminário, estão notificadas a cumprirem à risca as normas do trabalho em altura.

Para o presidente do Sinticompi, Milton Costa, esta advertência é muito bem-vinda e reforça o trabalho que já tem se desenvolvido em Piracicaba e região, tanto pelo Cerest, como pelo Ministério do Trabalho, com o acompanhamento do sindicato. “Infelizmente, ainda há empresários, principalmente empreiteiros, que insistem em não seguir as normas de segurança, expondo e colocando em risco a integridade física e até a vida dos seus trabalhadores, o que é inadmissível”, destaca.

O trabalho em altura, conforme Milton Costa, é de risco em todos os segmentos e as normas de segurança devem ser observadas e seguidas, para evitar acidentes que, na sua maioria, acaba sendo fatal ou deixando graves sequelas. No ano passado, dados do Cerest, revelam que na cidade foram registrados quatro óbitos de trabalhadores por queda de altura.

Vanderlei Zampaulo – MTb-20.124