Trabalhadores que constroem obras do Minha Casa param por atraso nos salários

22-01-19-Decisão de paralisar o trabalho até que seja realizado os pagamentos foi tomada por unanimidadeUm grupo de mais de 60 funcionários da Construtora Sobrosa, de São Paulo, e de empreiteiras da cidade, que estão construindo cerca de 370 unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida, próximo ao Parque Piracicaba, ao lado da rodovia Piracicaba-São Pedro, cruzaram os braços nesta manhã de terça-feira, 22 de janeiro, por falta de salários. A decisão de parar a obra foi tomada com o apoio do presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Piracicaba (Sinticompi), Milton Costa, que vem cobrando da empresa o pagamento de salários, 13º salário, Participação nos Lucros e Resultados, entre outros benefícios, que estão atrasados.

A obra de construção do Villagio Girasol conta com trabalhadores da Construtora Sobrosa e de terceirizadas. Conforme Milton Costa, a empresa deve a PLR (Participação nos Lucros e Resultados), mas as empreiteiras estão atrasadas com os seus trabalhadores, uma vez que algumas ainda não pagaram o 13º salário e outras estão com dois salários atrasados. “A direção da Sobrosa se comprometeu, na semana passada, a quitar os débitos nesta última segunda-feira, 21 de janeiro, o que não ocorreu, daí a decisão unânime de parar até que os pagamentos devidos sejam quitados”, conta.

22-01-19-Em assembleia, coordenada pelo presidente do Sinticompi, Milton Costa, os trabalhadores decidiram esperar os pagamentos para retornar ao trabalhoO encanador Ivanildo Souza dos Santos, 35 anos, de Campinas, que trabalha na obra, contratado pela 3A Construtora, está com dois salários atrasados, além do 13º salário. A situação não é diferente para o pedreiro Afonso Ferreira da Silva, de 44 anos, que trabalha para a MMR Empreiteira, que está com um salário atrasado. Os próprios funcionários da Sobrosa Construtora, que estão sem receber a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e outros benefícios, em solidariedade aos demais colegas de trabalho, também decidiram cruzar os braços.

De acordo com Milton Costa, com a ação dos trabalhadores, a direção da empresa, por telefone, se comprometeu a quitar os débitos até está próxima quarta-feira, 23 de janeiro. “Está faltando respeito para com os trabalhadores, que tem seus compromissos e aguardam ansiosos para receber os seus salários e benef´cios. Amanhã estaremos aqui, e se o pagamento não for feito, a paralisação continua”, disse, com a concordância dos trabalhadores que decidiram paralisar por unanimidade a obra que foi iniciada em 2017 e tem previsão de término para 2020.

OBS: conto com a Sobrosa Construtora (19) 98452-9868 – Lucas

Vanderlei Zampaulo – MTb-20.124